Futebol Feminino
Destaques da Eurocopa Feminina: Jogadoras que Marcaram História

Eurocopa Feminina
Historicamente, o futebol feminino construiu a sua trajetória enfrentando proibições e preconceitos. Na principal competição da Europa não foi diferente. Após anos de protestos contra a falta de iniciativa por parte da UEFA em sediar um campeonato de futebol feminino.
O primeiro torneio internacional administrado pela UEFA foi anunciado em 1982. A qualificação para a Competição Europeia de Futebol Feminino ocorreu no dia 18 de agosto de 1984.
Naquela edição, 16 equipes participaram da disputa. A competição foi vencida pela Suécia após a equipe ter conquistado o título com o gol decisivo de Pia Sundhage nos pênaltis, contra a Inglaterra.
Já a Noruega foi campeã das finais, em 1987, justamente sobre a Suécia, em um placar de 2 a 1.
Após os títulos iniciais, a Alemanha passou a dominar o torneio. A seleção foi bicampeã nas edições de 1989 e 1991. Em 1993, a Noruega venceu o campeonato sobre a Itália por 1 a 0.
Após esta edição a Alemanha consolidou a sua hegemonia e conquistou o hexacampeonato de forma consecutiva (1995, 1997, 2001, 2005, 2009, 2013).
Em 2017, as finalistas foram Holanda e Dinamarca, sendo o exército laranja o vencedor da edição. A Alemanha voltou a disputar a taça em 2022, mas perdeu para a Inglaterra, atual campeã da Euro, com um título inédito.
A final de 2022, inclusive, teve um significado importante para o futebol de mulheres. A partida conquistou o recorde de público da competição ao comportar 87.192 torcedores no estádio de Wembley, em Londres.
A adesão foi uma resposta aos questionamentos que ainda insistem em aparecer sobre a demanda do público relacionado ao futebol de mulheres.
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Artilheiras da Eurocopa Feminina

Artilheiras da Eurocopa Feminina
Antes mesmo de citar as artilheiras da competição, esta matéria faz uma menção honrosa à Marta. A jogadora iniciou a sua carreira internacional atuando pelo Umeå, da Suécia, após deixar o Santa Cruz, de Belo Horizonte.
O clube foi responsável pela projeção da jogadora na Europa, que foi eleita pela Fifa como melhor jogadora do mundo durante os anos de 2006, 2007, 2008 e 2009, 2010 e 2018.
Da Suécia, partiu para os Estados Unidos, onde fez carreira em diferentes times do país. Atualmente, Marta atua no Orlando Pride, time da National Women’s Soccer League
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Inka Grings
Nascida em 31 de outubro de 1978, Inka iniciou a carreira no FCR 2001 Duisburg, em 1995. Três anos após ingressar na equipe, a atacante conquistou o seu primeiro grande título da carreira: a Copa da Alemanha. Inka chegou a marcar três gols na partida.
Na temporada seguinte (1998/99), Inka tornou-se artilheira da Bundesliga pela primeira vez, além de ser eleita a futebolista feminina do ano em 1999.
Inka conquistou o título da principal competição nacional em 1999/00, pelo Duisburg, além de estabelecer um novo recorde de gols em uma única temporada da liga feminina, balançando a rede 38 vezes.
A atacante foi artilheira da EURO Feminina na edição de 2005, com cinco gols, e na edição de 2009, com seis gols. Nesta última, a Alemanha foi a campeã da competição.
Em 2011, Inka passou a ser a maior artilheira da história da Bundesliga, com 350 gols. Feito que se repetiu de forma consecutiva nos anos de 2008 a 2010. A jogadora foi novamente eleita a Futebolista Feminina do Ano nos anos de 2009 e 2010.
Grings fez sua estreia pela seleção alemã em maio de 1996 contra a Finlândia . Ela jogou pela Alemanha na Copa do Mundo Feminina da FIFA de 1999 , marcando três gols.
Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2000 , ela conquistou a medalha de bronze com a seleção alemã, marcando uma vez contra a Austrália na fase de grupos.
Devido às repetidas lesões, a atacante foi cortada do Campeonato Europeu de 2001 disputado no país natal da jogadora e da Copa do Mundo Feminina de 2003.
No ano seguinte, a jogadora rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho pouco antes dos Jogos Olímpicos de Verão de 2004, ficando de fora da competição. Após a lesão, Inka anunciou o fim da carreira. Contudo, voltou atrás da decisão durante o processo de fisioterapia.
Em 2010, Grings deixou o Duisburg e foi transferido para o Zürich Frauen. Na sua primeira temporada pelo clube (2011/12), Inka conquistou o Campeonato Suíço. Em 2013 despediu-se do Frauen e assinou com o Chicago Red Stars.
No novo clube, Grings participou da primeira temporada da National Women’s Soccer League (NWSL), dos Estados Unidos. Na equipe, a atacante foi titular em 14 dos 16 jogos, marcando três gols na temporada. Inka foi dispensada pelo Red Stars em setembro de 2013.
Pela seleção, a atacante marcou 64 gols sendo a terceira artilheira da equipe alemã. Inka disputou a sua última Copa do Mundo em 2011.
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Birgit Prinz
Nascida em 25 de outubro de 1977, na cidade de Frankfurt, na Alemanha, Prinz iniciou a carreira no SV Dörnigheim FC, onde atuou durante os anos de 1993 a 1998.
Durante o período, a jogadora conquistou dois títulos da Bundesliga e duas Copas da Alemanha. Em 1997 e 1998 Prinz foi artilheira da liga alemã.
Já em 1998, a jogadora foi transferida para o FFC Frankfurt, onde atuou por 13 temporadas. Na equipe, a jogadora venceu seis títulos da Bundesliga e oito da Copa da Alemanha.
Ainda pela equipe, Birgit foi campeã da Europa quatro vezes, nas temporadas de 1997/98, 2001/02, 2005/06 e 2007/08.
Foi no Frankfurt que a jogadora colecionou outras conquistas individuais. Entre eles, o recorde de oito prêmios de Futebolista Feminina Alemã do Ano, de 2001 a 2008; além de ser nomeada como Jogadora do Ano da FIFA em 2003, 2004 e 2005.
Por quatro anos consecutivos, de 2007 a 2010, ela ficou em segundo lugar, ficando atrás justamente de Marta.
Já na seleção, Prinz ajudou a Alemanha a conquistar o mais importante título da carreira: a Copa do Mundo Feminina, em 2003. No torneio, ela foi eleita melhor jogadora e artilheira da competição.
Após a primeira conquista mundial, a jogadora tornou-se capitã da seleção feminina no final de 2003.
Já na Copa do Mundo de 2007, Birgit levantou a taça pela segunda vez, além de ser premiada com a Bola de Prata.
Os recordes na Copa do Mundo fizeram de Prinz a segunda maior artilheira da competição, com 14 gols.
No período de 2008 a 2012, nas Olimpíadas de Verão, a alemã e a jogadora brasileira Cristiane dividiram o recorde da competição. Entretanto, anos depois Cristiane teria ultrapassado Birgit.
Pela seleção da Alemanha, Prinz atuou em 214 jogos e marcou 128 gols. Com os feitos, tornou-se a artilheira e jogadora que mais atuou pela sua seleção.
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Ada Hegerberg
Ada Hegerberg nasceu na cidade de Sunndalsora, onde passou a se destacar na equipe do Kolbotn, aos 15 anos.
Um ano depois, Ada voltou a chamar atenção pelo talento após tornar-se a jogadora mais jovem a marcar um hat-trick na história da liga norueguesa, quando tinha apenas 16 anos. A jogadora terminou aquela temporada como artilheira do time.
A jogadora atuou por mais um ano na liga norueguesa, pelo Stabaek, terminando a temporada como artilheira do Campeonato Norueguês. Em seguida, Ada foi transferida para a Alemanha, onde jogou por duas temporadas no Turbine Potsdam.
Mas foi em 2014, quando assinou com o Lyon, que o triunfo de Ada se realizou. A jogadora conquistou as quatro primeiras edições do Campeonato Francês em que disputou, além de se tornar artilheira da competição em três edições.
Mas o número de títulos na Europa não parou por aí. Com Ada, a equipe conquistou cinco edições consecutivas da Champions League (2015/16, 2016/17, 2017/18, 2018/19, 2019/20), dos oito títulos que o clube possui.
Com a marca, o Lyon segue como o time mais vitorioso da competição. Em 2018, a jogadora foi a vencedora da Bola de Ouro.
Na primeira das conquistas do Lyon na Champions – em que a jogadora participou -, Ada marcou 54 gols, sendo escolhida pela UEFA como melhor jogadora da Europa.
Na temporada seguinte, a norueguesa foi a jogadora que mais balançou a rede em competições da UEFA – entre homens e mulheres – desbancando Cristiano Ronaldo.
A brilhante sequência de conquistas de Ada passou a ser interrompida devido às lesões. Em 2020, a jogadora ficou afastada dos gramados durante 20 meses, após uma séria lesão e não atuou durante a vitória do Lyon em mais uma Champions League.
Para além da estrela em campo, Ada utiliza a sua visibilidade para lutar pela igualdade de gênero no esporte, especialmente no futebol.
Em 2018, a jogadora decidiu não disputar a Copa do Mundo da França por acreditar que a federação norueguesa não estava fazendo o bastante para apoiar o futebol feminino.
Após o período turbulento, Ada voltou aos gramados em outubro de 2021, onde foi campeã com o Lyon na competição, durante mais um título. Agora, a jogadora se prepara para disputar a Copa do Mundo Feminina de 2023, que acontece na Austrália e Nova Zelândia.
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Pernille Harder
Pernille Mosegaard Harder iniciou a carreira no Team Viborg e IK Skovbakken em sua terra natal, a Elitedivisionen da Dinamarca. O estilo de jogo de Harder chamou a atenção do Linkoping, da Suécia, onde passou a fazer parte do elenco em 2013.
A atacante defendeu a equipe por cinco temporadas, onde marcou 40 gols em 43 jogos durante os cinco anos que atuou no clube.
Na última temporada pelo time, Harder balançou a rede 17 vezes nos 22 jogos em que participou.O feito rendeu à atacante o prêmio de jogadora do ano, pela liga sueca.
Na premiação, a jogadora dividiu o palco com o vencedor masculino Zlatan Ibrahimović, onde foi descrita como “hipertalentosa” e “de classe mundial” pela técnica sueca Pia Sundhage, atual comandante da seleção brasileira. Em 2015, Harder também foi eleita a jogadora dinamarquesa do ano.
Com o brilhantismo em campo, a jogadora chamou atenção do futebol alemão, quando foi contratada em 2016 pelo Wolfsburg.
Em sua primeira temporada pelo time (2017/18), Harder marcou quatro gols em seis jogos. Já na segunda temporada (2018/19), a dinamarquesa alcançou a marca de 23 gols em 22 jogos.
Durante as quatro temporadas que defendeu a equipe, Harder conquistou o bicampeonato da Bundesliga e da DFB-Pokal, sendo a artilheira do campeonato duas vezes.
A jogadora também disputou duas finais da Liga dos Campeões ( 2018 e 2020 ), onde perdeu para o Lyon nas duas oportunidades.
As excelentes temporadas no Wolfsburg resultaram em dois prêmios de melhor jogadora da Europa a Harder. Em 2018, a jogadora obteve 106 votos contra 61 de Ada Hegerberg.
Já em 2020, a dinamarquesa conquistou o prêmio pela segunda vez – devido à sua temporada de 2019 -, disputando a premiação com a francesa Wendie Renard, e a inglesa Lucy Bronze.
Ao fim da temporada, o Chelsea quebrou o recorde de valores pagos em uma transferência no futebol feminino, desembolsando 337 mil euros, equivalente a R$ 2,1 milhões na cotação da época, de acordo com o jornal The Guardian.
Nas quartas-de-final da UEFA Women’s Champions League de 2020/21 , ela marcou contra seu ex-clube, o VfL Wolfsburg.
Para a temporada de 2023, Harder defenderá o Bayern de Munique em um contrato de três anos.
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Trajetória na seleção
Harder foi convocada para a seleção dinamarquesa do técnico Kenneth Heiner -Møller para disputar a Euro 2013.
Com nove gols, ela tornou-se a artilheira do time nas eliminatórias. Já em março de 2016, Harder foi nomeado capitão da seleção nacional.
Em 2017, ela foi nomeada para a seleção da Dinamarca do técnico nacional Nils Nielsen para disputar a Euro daquele ano. A jogadora foi a capitã do time até a final, marcando um gol na derrota da Dinamarca por 4 a 2 para a Holanda.
Harder foi eleita vice-campeã no Prêmio de Jogadora do Ano da UEFA em 2016/17. Em 16 de setembro de 2021, a atacante quebrou o recorde nacional de Merete Pedersen, após 12 anos, tornando-se a maior artilheira da seleção dinamarquesa, com 66 gols em 129 jogos.
Na qualificação para o Euro 2022, Harder foi peça importante do time. A atacante foi utilizada em todos os dez jogos, onde marcou oito gols.
Harder foi convocada para a Euro 2022 marcando o único gol da Dinamarca, que foi eliminada com a na fase de grupos.
Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2023, Harder entrou em campo quatro vezes, marcando dois gols.
Em julho, a atacante voltou a ser convocada para a Copa do Mundo de 2023.